Raiva em equinos

16 mai 2016

Raiva em equinos

A Raiva é uma doença de presença global, relatada desde a antiguidade, que pode acometer todos os mamíferos, inclusive o homem. Trata-se de uma doença aguda, letal e que promove encefalomielite progressiva. É uma zoonose de extrema relevância, portanto sua ocorrência é de notificação compulsória para os médicos veterinários.

O vírus da raiva possui como reservatórios os morcegos (hematófagos ou não), gambás, lobos e raposas, entre outras espécies. A principal forma de transmissão do vírus aos equídeos ocorre por meio de mordidas de animais silvestres. A doença pode assumir a forma agressiva ou silenciosa, sendo esta última a mais frequente nesta espécie.

Patogenia e sinais Clínicos

Após a mordida de um animal infectado, o vírus se replica inicialmente nas células musculares, se movimentando até o sistema nervoso central, atingindo a medula e o cérebro. Devido ao fato de poderem se replicar em qualquer parte do sistema nervoso, os sinais clínicos são muito variáveis e dependentes do local acometido.

Geralmente o período de incubação é de, em média, 12 dias, com morte dos animais cerca de 5 dias após o aparecimento dos sinais clínicos.

Diagnóstico

Não existe nenhuma forma confiável de diagnóstico antemortem de raiva para equídeos. Devem ser consideradas as manifestações clínicas e a situação epidemiológica da raiva na região ou no local. Ao manifestar os sintomas neurológicos, o animal suspeito deve ser isolado e a sua morte aguardada ou ainda promovida a eutanásia. Notifica-se imediatamente o Serviço de Defesa Sanitária oficial (Casa da Agricultura ou Escritório de Defesa local). A necropsia e colheita do material para diagnóstico poderá ser feita pelos técnicos oficiais responsáveis ou pelo próprio veterinário autônomo. É importante adotar todas as medidas de proteção individual para os profissionais que entrarem em contato com o animal suspeito (luvas, óculos de proteção, máscaras, jalecos/macacões, botas de borracha).

Tratamento

Não existe tratamento para a raiva, é uma doença letal.  Todas as pessoas que tiverem contato direto com animal suspeito ou suas secreções orais devem procurar o serviço de saúde local, onde será efetuada a profilaxia pós-exposição, se necessário.

Prevenção

A forma mais eficaz de prevenção é a vacinação dos animais sadios. 

Ourovac Raiva é a vacina da Ourofino que estimula no animal a resposta imune contra a raiva. O lançamento, fabricado com alta qualidade e tecnologia, compõe o portfolio de uma das maiores indústrias veterinárias do mundo.

 

Protocolo de vacinação

Em equinos o produto deve ser administrado na dose de 2mL, via intramuscular profunda.

 

Precauções e Cuidados

- Conservar a vacina entre 2ºC e 8ºC e ao abrigo da luz solar
- Agitar bem o frasco antes de usar
- Não vacinar animais doentes ou estressados
- Utilizar agulhas e seringas esterilizadas
- Manter fora do alcance das crianças e animais domésticos

 

Referências:

1. SELLON, D.C. LONG, M.T.L. Equine Infectious Diseases, 2nd Ed. Elsevier, p.475-494, 2014.

2. SPRAYBERRY, K.A. ROBINSON, N.E. Robinson’s Current Therapy in Equine Medicine, v.7. Elsevier, p.336-340, 2014.

3. JOHNSON, A.L. Update on infectious diseases affecting the equine nervous system. Veterinary Clinics of North America: Equine Practice 27: 573-587, 2011.

4. ITO, F.H. Revisão sobre raiva. Ministério da Agricultura. Disponível em:

http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Aniamal/programa%20nacional%20dos%20herbivoros/revis%C3%A3o%20sobre%20raiva.pdf

5. DIVE. Raiva animal. Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Disponível em:

http://www.dive.sc.gov.br/conteudos/zoonoses/canideos_felinos/Manual_de_Coleta_para_Raiva.pdf

Roberta Carvalho Basile

Docente de Clínica e Cirurgia de Grandes Animais na Universidade Camilo Castelo Branco, Descalvado – SP. Doutora em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual Paulista - UNESP Jaboticabal.

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