12 dez 2011

Infecção Urinária em Matrizes Suínas em Produção

Entende-se por infecção urinária, a penetração e colonização patológica das vias urinárias, por microorganismos, podendo atingir as vias urinárias inferiores (uretra e bexiga), superiores (ureter e parênquima renal) ou ambas. De todas estas possibilidades de colonização patogênica a da bexiga é a mais frequente envolvendo principalmente as fêmeas e raramente os machos, fato atribuído às diferenças anatômicas e as variações fisiológicas das fêmeas como cio, gestação e parto. Em geral, os microorganismos envolvidos com a maior frequência nas infecções urinárias são Escherichia coli, Proteus mirabilis, Staphylococcus sp., Streptococcus sp., Aeromonas hydrophila e Actinobaculum suis. Quando uma doença multifatorial se desenvolve dentro de um sistema de produção de suínos (SPS), seu nível de intensidade não depende somente das características de virulência do agente determinante, mas principalmente do conjunto de fatores de risco ou circunstâncias desfavoráveis existentes no SPS que provocam distúrbios na regulação dos mecanismos fisiológicos ou imunológicos, criando assim, condições para que a doença se instale. O número total de porcas doentes em um rebanho está diretamente relacionado com o conjunto de fatores de riscos presentes na granja. A identificação de uma matriz suína com infecção urinária significa que, pelo menos mais duas a quatro, apresentam a doença. Em estado normal, com exceção da extremidade distal da uretra, o aparelho urinário é praticamente estéril, o que se deve, principalmente, aos sistemas de defesa que se opõem eficazmente à progressão ascendente da infecção. Entre as defesas do aparelho urinário, sem dúvida, a mais eficiente é o efeito hidrodinâmico, que resulta do esvaziamanto da bexiga durante a micção. Supõe-se que uma uretra normal pode se autodepurar quase que totalmente, graças ao ato de micção. Sinais clínicos Os principais sinais clínicos observados em rebanhos com infecção urinária são:

  • Elevado número de matrizes com inapetência;
  • Estado nutricional das matrizes insatisfatório;
  • Aumento na taxa de mortes súbitas de matrizes em gestação e na maternidade;
  • Aumento nas taxas de: retorno ao cio (até 36%), mortalidade de matrizes, descarte de matrizes e de reposição;
  • Redução nos índices produtivos;
  • Produtor não consegue otimizar a distribuição dos partos.

  Fonte: DOENÇAS DOS SUÍNOS, Jurij Sobestiansky e David Barcellos, 2007. Controle Segundo Álvaro Menin, et al., os antimicrobianos mais eficientes no controle da infecção urinária foram ceftiofur, norfloxacina e enrofloxacina tanto para o tratamento individual quanto coletivo dos animas. Para ter um controle efetivo da doença, é de extrema importância um adequado e rigoroso manejo de limpeza e desinfecção, somados ao uso de desinfetantes (GLUTAQUAT® ou CB 30 TA®) de qualidade e eficiência comprovadas, assim como a utilização de equipamentos adequados e a manutenção da higiene ao trabalhar com os animais e com as instalações. Outro ponto importante para o controle da doença, é fazer o correto manejo dos animais, fazendo com que se levantem de 2 a 4 vezes ao dia, estimulando o consumo de ração, água e a micção. A ração dada aos animais deve ser de boa procedência e nutricionalmente adequada para cada fase da produção. Bebedouros e calhas devem estar bem instalados, regulados e limpos, além disso, é importante sempre verificar a qualidade da água dos animais.  Todos esses procedimentos, somados ao uso de NORFLOMAX PREMIX {2 kg/tonelada de ração (14 mg/PV) durante 4 dias}, resulta na prevenção e redução de gastos ao produtor, tendo como consequência, melhora na produtividade e no lucro da granja. Referências Bibliográficas Sobestiansky, J. e Barcellos, D., DOENÇAS DOS SUÍNOS, Cânome Editorial, 2007. Spinosa, H., et al., FARMACOLOGIA APLICADA À MEDICINA VETERINÁRIA, Guanabara Koogan, 2006. Menin, A., et al., DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO URINÁRIA EM FÊMEAS SUÍNAS PRODUTIVAS EM GRANJAS COMERCIAIS NO SUL DO BRASIL, Ciência Animal Brasileira, v.9, nº1, p. 199-206, 2008.   Por Maycon Secani Cunha, Zootecnista, Depto Aves & suínos, Ourofino Agronegócio    

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