Doenças entéricas na maternidade suína: um desafio constante

30 out 2012

Doenças entéricas na maternidade suína: um desafio constante

 

Na suinocultura intensiva atual, caracterizada pelo sistema de produção em escala e muitas vezes de forma não planejada, as doenças entéricas na fase de maternidade são um desafio constante. A manifestação clínica principal é a ocorrência de diarréia, acompanhada de perda no ganho de peso e em alguns casos, mortalidade. Além disso, somam-se às perdas econômicas, os gastos com o uso de medicamentos para o tratamento dos animais. As causas das diarréias são relacionadas a agentes infecciosos (bactérias, vírus, protozoários), a ambiência, manejo de limpeza e desinfecção e imunidade deficiente. AGENTES ETIOLÓGICOS E CARACTERÍSTICAS DAS DIARREIAS: Os agentes patogênicos mais comuns que afetam os leitões na maternidade são: Escherichia coli, Clostridium perfringens, rotavírus e Isospora suis. A colibacilose neonatal acomete animais logo após o nascimento causando diarréia aquosa de coloração branco-amarelada, desidratação e prostração. O leitão adquire a Escherichia coli através da contaminação fecal-oral após o nascimento a partir do ambiente contaminada ou das fezes da matriz. Pode ocorrer mortalidade elevada da leitegada. Clostridum perfringens é uma das causas mais comuns em leitões na primeira semana de vida, podendo acometer leitões com 12 horas pós-nascimento. Raramente a doença manifesta-se em animais com mais de 1 semana de vida, pois o agente é inativado pela produção da enzima gástrica tripsina, que já ocorre em animais com esta idade. As Clostridioses são causadas por 3 tipos de Clostridium: C. perfringens tipo C , que causa diarréia aquosa hemorrágica com fragmentos necróticos e desidratação severa; C. perfringens tipo A que causa diarréia mucóide não hemorrágica, sendo que algumas vezes sem diarréia, mas com lesões na mucosa do intestino delgado , determinando uma forma subclinica da doença. Outra forma recente da infecção ocorre pelo Clostridium difficile, com sinais de leve depressão e inapetência e diarréia pastosa à aquosa de coloração amarelada, raramente acompanhada de sinais respiratórios, edema facial e morte súbita. Segundo pesquisas recentes, leitões infectados pelo C. difficile apresentam redução no desempenho (peso ao desmame) de até 15%. A rotavirose (infecção pelo Rotavirus) acomete principalmente leitões entre duas e seis semanas de idade, podendo estar acompanhada por febre, redução de apetite, apatia e vômitos ocasionais, tendo como conseqüência desidratação e morte, que pode atingir a 20% dos leitões afetados. OIsospora suisé um protozoário que parasita as células intestinais e provoca uma doença chamada coccidiose que é caracterizada por uma diarréia amarelada com alta morbidade e baixa mortalidade. É uma das causas de diarréia de difícil controle, pois não há vacina preventiva, não responde a antibiótico, e o agente resiste à temperatura ambiente por mais de 15 meses e é resistente a maioria dos desinfetantes. Apesar de não causar mortalidade os danos que este protozoário causa nas células intestinal são irreversíveis, causando atraso no crescimento deste animal até o abate. PREVENÇÃO: - Vacinação das matrizes frente a E. coli, Clostridium perfringens tipo C e Rotavirus; - Vazio sanitário entre lotes, garantindo correta limpeza e desinfecção do ambiente; - Fazer um bom atendimento ao parto, garantindo que todos os leitões ingiram corretamente o colostro; - Manter o ambiente sempre limpo; - Se atentar à ambiência, garantindo que os escamoteadores fiquem sempre secos e aquecidos; - No 3 ou 4º dia de vida dos leitões fornecimento de 1ml de Isocox/leitão para a prevenção da coccidiose. O Isocox é um produto composto por 5% de Toltrazuril, único princípio ativo com eficiência garantida contra a coccdiose suína. Além disso, o Isocox apresenta alta palatabilidade e tecnologia coloidal de suspensão, garantindo homogeneidade das partículas em suspensão. - Uso de antimicrobianos com cautela, mediante identificação do agente e sensibilidade bacteriana; As medidas preventivas são efetivamente muito simples de serem executadas, porém é constatado que os funcionários são absorvidos por uma rotina de trabalho aceleradas e muitas vezes sem o devido preparo técnico, realizam os manejos preventivos de forma inadequada/ ineficiente. Hoje, procura-se corrigir com antibióticos erros de manejo. O uso excessivo de antibióticos leva ao aumento de cepas resistentes, podendo interferir também na flora benéfica dos animais, causando um desafio ainda maior para ser controlado. Sabendo dessa realidade, a Ourofino, apresenta o PO$ entérico (Programa Ourofino de Suinocultura), programa que propõe analisar pontualmente os desafios entéricos de cada granja, identificar os fatores de risco e os agentes presentes. Além disso, o PO$ visa monitorar a ocorrência de diarréias, capacitando as equipes de funcionários das granjas para a rápida identificação das diarréias e o uso correto de medicamentos. É com este olhar tecnico profissional que a Ourofino visa construir uma imagem de excelência em prestação de serviço especializados com produtos de alta performance.   Por Camila Alves Machado, Ourofino Agronegócio.

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