03 mar 2020

Carrapato: problema ou desafio?

O clima úmido e quente, característico desta época do ano na maior parte do Brasil, é ideal para o aumento da população de carrapatos na pastagem e nos animais, prejudicando a produção animal brasileira.

O carrapato dos bovinos (Rhipicephalus microplus) é o parasita que mais preocupa o produtor rural , pois estima-se que causa anualmente prejuízos de 3,2 bilhões de dólares, de acordo com dados publicados por Grisi e colaboradores. Convertendo-se para a moeda nacional, temos um prejuízo de cerca de 14 bilhões de reais. Parte deste prejuízo ocorre por:

  • Estresse e lesões causadas pelas picadas que podem ocasionar infecções secundárias ou predisposição às bicheiras;
  • Prejuízo devido ao seu hábito de alimentar-se de sangue que pode levar à anemia em infestações severas;
  • Transmissão da Tristeza Parasitária Bovina causada pelos hemoparasitas Anaplasma sp e Babesia sp;
  • Escolha errada do tratamento.

O carrapato deve ser considerado como um desafio à produção animal e não como um problema. Um problema possui uma solução definitiva, o que não ocorre neste caso. Também não é interessante ao produtor livrar-se de forma permanente deste parasita em sua propriedade, porque infestações em níveis aceitáveis expõem o animal a uma baixa carga de hemoparasitas que levam o bovino a adquirir uma imunidade própria contra estes agentes da Tristeza Parasitária Com isso, numa fazenda onde não há infestações por carrapatos os animais ficarão mais vulneráveis à doença que poderá ser trazida por carrapatos de bovinos vindos de outras propriedades.

Portanto, o tratamento deve ser realizado de forma estratégica mantendo a população de carrapatos a níveis aceitáveis e que não causem prejuízos à produção.

A população de carrapatos varia entre as diferentes regiões e climas no Brasil, podendo chegar a quatro ou cinco gerações. A definição de geração nos remete a um aumento repentino da população de carrapatos no ambiente e acompanha o índice pluviométrico da região.

O início deste tratamento estratégico deve ocorrer anteriormente ao período das chuvas para agir nos carrapatos no período em que estão mais fragilizados, ou seja, na seca. Este tratamento irá prejudicar a primeira geração de carrapatos e, consequentemente, diminuirá a intensidade das próximas que emergirão. Acompanhe na ilustração abaixo:

 

Seguindo esta orientação, a tendência é que as próximas gerações venham mais brandas e conforme realizamos os outros tratamentos de controle estratégico conseguiremos manter a infestação de carrapatos controlada.

Alguns pontos que devem ser observados é o tratamento de animais de sangue doce que representam cerca de 10 a 15% do rebanho, mas alojam cerca de 70% dos carrapatos. A incidência de chuvas atípicas também podem deixar o ambiente mais propício para o aumento da população de carrapatos.

Deste modo, a vigilância constante aliada à escolha correta do produto a ser utilizado se tornam as melhores ferramentas que o produtor tem contra o desafio da parasitose por carrapatos.

A Ourofino possui as soluções ideais para implementar este controle estratégico. A família Colosso (Colosso Pulverização, Colosso FC30 e Colosso Pour On) age por contato e com efeito knock down, ou seja queda imediata, limpando rapidamente os animais. O Fluatac Duo é uma potente associação que age de forma sistêmica nos carrapatos, interferindo nas mudas e no sistema nervoso dos parasitas. Ainda tem o Superhion que age tanto de forma sistêmica nas larvas dos carrapatos quanto por contato, otimizando os resultados e potencializando o protocolo de controle estratégico.

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Lucas Marques

analista técnico da Ourofino Saúde Animal

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