Síndrome MMA: Um desafio ao bem - estar em fêmeas suínas

19 out 2015

Síndrome MMA: Um desafio ao bem - estar em fêmeas suínas

No ano de 2014 o Brasil exportou cerca de 14,2% de sua produção de carne suína para países do Mundo todo, inclusive para mercados bastante exigentes, como o do Japão e da União Europeia (ABPA, 2015). O fato de o Brasil estar entre os maiores produtores de carne suína do mundo, 4ª posição, associado a um consumo per capita interno aquém do ideal, quando comparado com países de outros continentes, faz com que se busquem cada vez mais alternativas no mercado externo.

Preocupações relacionadas com a sustentabilidade ambiental e ao bem - estar animal crescem a cada dia, influenciando o perfil de compra do consumidor, no sentido de selecionar os fornecedores que atendam seus padrões de consumo.

No que diz respeito ao bem - estar animal, inúmeras adequações vêm sendo realizadas, principalmente, relacionadas a estrutura de instalações, além disso, com relação aos manejos que são rotineiramente realizados nas granjas, buscando adequar os sistemas de produção aos moldes do bem - estar animal. Em contrapartida, a disponibilidade de mão de obra qualificada está se tornando cada vez mais escassa, exigindo que os processos sejam otimizados ao máximo, como, por exemplo, através do uso de produtos mais seguros que garantam o bem – estar animal e que, simultaneamente, tragam praticidade e efetividade.    

Com este objetivo a Ourofino Saúde Animal desenvolveu o Maxicam 2% (Figura 1), um anti-inflamatório à base de meloxicam. Pertence à classe dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), agindo preferencialmente no bloqueio da enzima COX-2, responsável pela produção das substancias ligadas a inflamação. A maioria dos AINEs age bloqueando tanto a enzima COX-2 como a enzima COX-1, sendo esta última responsável pela produção de substanciais fisiologicamente protetoras. Efeitos colaterais como gastrites difusas, erosões gástricas, ulcerações, gastroenterite hemorrágica fatal, falhas renais agudas, injúrias renais crônicas, síndromes necróticas e nefrites podem ocorrer devido ao uso de AINEs que não bloqueiam preferencialmente a enzima COX-2, como o flunixin meglumine e o diclofenaco (SPINOSA et al. 2006). 

Figura 1. Maxicam 2%, anti-inflamatório não esteroide da Ourofino Saúde Animal.

 

Estes fatores fazem do Maxicam 2% a escolha ideal na prevenção de inúmeros efeitos colaterais nos suínos, incluído a úlcera gástrica, uma doença que está bastante presente nas granjas do mundo inteiro causando prejuízos, e dessa maneira, proporcionando um melhor bem - estar aos animais. O Maxicam 2% possui uma excelente ação analgésica, antipirética e antiexsudativa, portanto é um produto completo, com grande eficiência, e ao mesmo tempo seguro. Possui forte ligação com as proteínas plasmáticas, o que confere uma meia - vida plasmática de 24 horas, evitando a necessidade de repetição do manejo de aplicação desse medicamento mais de uma vez por dia, reduzindo mão de obra e estresse dos animais.

 

Síndrome MMA

Dentre as recomendações de uso do Maxicam 2%, pode-se citar a Síndrome Metrite Mastite Agalaxia, mais conhecida como Síndrome MMA. Esta é uma Síndrome amplamente difundida em suinocultura, responsável por perdas financeiras consideráveis quando não prevenida ou tratada com eficiência. Normalmente os sinais clínicos aparecem de 12 a 72 horas após parto, levando a diminuição parcial ou total da produção de leite da matriz (SOBESTIANSKY & BARCELLOS, 2007).

Dependendo do grau de enfermidade, alguns sinais clínicos podem ser observados, como anorexia, febre, descargas vulvares não fisiológicas (Figura 2), glândulas mamárias visivelmente edemaciadas (Figura 3), além do comportamento anormal da matriz. O comportamento da leitegada também é um forte indicativo da condição sanitária da fêmea. A vocalização dos leitões, a tentativa de mamadas sem sucesso, a desidratação e enfraquecimento deles, devido à baixa quantidade ou ausência de ingestão de leite materno, são sinais importantes de serem observados, sendo indicativos de que a matriz necessita de tratamento.


Figura 2. Fêmea suína com descarga vulvar não fisiológica. (foto: Alencar Zandonai)

Figura 3. Glândula mamária visivelmente edemaciada e com lesões na região do teto. (foto: Alencar Zandonai)

Existem inúmeros fatores causadores e predisponentes para esta Síndrome, como problemas na disponibilidade e qualidade de água, baixa qualidade da higiene da baia, retenção fetal e placentária, deficiências no manejo alimentar, partos distócicos, intervenção obstétrica mal realizada, dentre outros. O fato é que a infecção pode estar presente tanto no útero (metrite), como na glândula mamaria (mastite) e nas vias urinárias (cistite caso estiver na bexiga e pielonefrite caso estiver nos rins). Em todos estes casos ocorre a liberação de endotoxinas produzidas por bactérias patogênicas, que, por sua vez, suprimem a liberação de prolactina, reduzindo a produção de leite. A dor e, consequentemente, o estresse que a matriz sente ao estar com um quadro de Síndrome MMA estimula liberação de adrenalina, hormônio que exerce antagonismo à ocitocina, prejudicando a ejeção do leite pela glândula mamária. (SOBESTIANSKY & BARCELLOS, 2007). Portanto, além de existir um processo infeccioso instalado, que precisa ser combatido com antibioticoterapia, existe também um processo inflamatório envolvido, que acarreta dor, febre, anorexia e edema da glândula mamária, prejudicando a amamentação da leitegada e também a recuperação da matriz.

O Maxicam 2%, único produto a base de meloxicam com registro para suínos no Brasil, é o anti-inflamatório ideal para ser usado nesses quadros, porque é seguro, potente e completo. Deve ser administrado na dosagem de 1 ml a cada 50 Kg de peso vivo (0,4 mg/kg de peso vivo), uma vez ao dia por 3 dias ou de acordo com a recomendação do Médico Veterinário.

 

Referências:

ABPA - Associação Brasileira de Proteína Animal. Relatório anual 2015. Disponível em <HTTP://ABPA-BR.COM.BR/FILES/RELATORIOANUAL_UBABEF_2015_DIGITAL.PDF>. Acesso em 29 de setembro de 2015.

SOBESTIANSKY, J., BARCELLOS, D. Doença dos Suínos. Goiânia: Cânone, 2007, 770p.

SPINOSA, H.S., GÓRNIAK, S. L., BERNARDI, M. M., Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 

Alencar Dante Zandonai

Consultor Técnico Comercial Aves & Suínos – Mato Grosso – Ourofino Saúde Animal

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