Síndrome MMA atinge quase 15% das matrizes em produção

12 nov 2015

Síndrome MMA atinge quase 15% das matrizes em produção

Pesquisas americanas mostram que a síndrome MMA (Mastite, Metrite e Agalactia) afeta 13% das matrizes suínas. De acordo com a especialista técnica da Linha Aves e Suínos da Ourofino Saúde Animal, Andrea Panzardi, a estatística se repete no Brasil. Esta síndrome é perceptível, pois as fêmeas ficam prostradas, não se alimentam e não se oferecem para amamentar os leitões. Em aproximadamente 50% dos casos, os sinais clínicos da doença têm início entre 12 e 24 horas pós-parto, podendo colocar em risco o desenvolvimento de toda a leitegada.

“Apesar de a produção de suínos ser avaliada em população, é essencial que não se perca o olhar do indivíduo. No caso da síndrome MMA, o tratamento, quando feito já nas primeiras horas após o início dos sinais clínicos, permite a rápida recuperação das matrizes e garante um bom desempenho da leitegada. Em casos extremos, em que o tratamento não é realizado a tempo, estima-se que a leitegada acometida possa apresentar um grande prejuízo produtivo ou ser levada à morte. O desempenho reprodutivo subsequente da matriz também pode ser acometido”, explica Andrea.

O tratamento desses quadros é realizado com o uso de anti-inflamatórios e antimicrobianos associados, por se tratar de um desafio causado por agentes bacterianos. A especialista recomenda o uso de anti-inflamatórios não esteróides e seletivos do local de inflamação, pois possuem menores efeitos colaterais que os nãos seletivos, principalmente nas mucosas gástrica e renal.

“Anatomicamente, o estômago do suíno possui uma região aglandular, que não resiste à secreção de sucos gástricos extremamente ácidos. Esta peculiaridade da espécie unida ao volume de ração fornecido, dependendo da fase produtiva, para nutrir um animal adulto já os predispõe a uma maior susceptibilidade a problemas gástricos. Ao utilizar um anti-inflamatório esteroidal não seletivo, ou seja, que possua ação em ambos os sítios COX1 (proteção mucosas gástricas e renal) e COX2 (sítio específico da inflamação), estamos potencializando a ocorrência de quadros de gastrite, que podem evoluir para úlcera gástrica, levando possivelmente o animal à morte”, explica Andrea.

 

Orientação

Andrea é a entrevistada da edição ao vivo do programa Ourofino em Campo desta sexta-feira (13/11), a partir das 11h30 (horário de Brasília), pelo Canal do Boi. A especialista da Ourofino responde as perguntas sobre o tema que podem ser enviadas pelo ourofinoemcampo@ourofino.com, pelo 0800 941 2000 ou com a #OurofinoEmCampo nas redes sociais.

Há cinco anos no ar o programa de TV da empresa Ourofino Saúde Animal apresenta o dia a dia do homem do campo com enfoque na pecuária. Aborda práticas fundamentais para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, como a produção de bovinos, aves, suínos e criação de equinos. O Ourofino em Campo é exibido de segunda a sexta-feira em dois horários: às 11h30 e às 17h50; e aos domingos às 9h30 (horários de Brasília). As reportagens e o programa na íntegra também podem ser vistos aqui. 

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