
05 nov 2025
Protocolo Ouro: dos desafios reprodutivos à fertilidade
A eficiência reprodutiva está diretamente relacionada à produtividade e à lucratividade de uma fazenda de cria. A subnutrição, em conjunto com a presença do bezerro, faz com que as fêmeas entrem em anestro pós-parto, condição comum em fêmeas de corte zebuínas e taurinas. Para superar este desafio e otimizar a fertilidade, a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é essencial. No entanto, nem todas as fêmeas respondem adequadamente ao protocolo.
A Ourofino, em parceria com os principais pesquisadores de reprodução, desenvolveu um protocolo abrangente que integra diferentes estratégias para maximizar as taxas de prenhez.
Protocolo Pré-synch Ourofino
A estratégia consiste na aplicação de 1 mL do Sincrogest injetável® 10 dias antes do início do protocolo de IATF, preparando as fêmeas para uma melhor resposta. Estudos demonstram que o protocolo Pré-synch com Sincrogest injetável® pode elevar a taxa de prenhez em até 7% (figura1), tanto em primíparas quanto em multíparas, independentemente do escore de condição corporal. Esta estratégia foi estudada também em receptoras de embrião e promoveu um aumento de 10 pontos percentuais na taxa de concepção(50,3% vs. 40.5%) e um aumento de 9 pontos percentuais na taxa de prenhez (41,1% vs. 31.9%) quando comparado ao grupo controle (sem pré-sincronização).
Figura 1. Efeito do protocolo Pré-synch na taxa de prenhez de vacas de corte paridas, submetidas a IATF.
Uso do Sincroforte® no momento da IATF
Outro fator que influencia os resultados é a expressão de cio. A técnica do bastão marcador, utilizada no dia da retirada do dispositivo, permite avaliar a expressão e a intensidade do cio. Fêmeas que demonstram cio, apresentam maior taxa de prenhez. Uma alternativa para as fêmeas que não manifestaram cio, ou manifestaram pouco cio é a aplicação do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) no momento da inseminação.
Ao comparar diferentes análogos de GnRH utilizados no momento da IATF, observou-se desempenho superior do Acetato de Buserelina, princípio ativo do Sincroforte®, em termos de taxa de prenhez (MATURANA et al., 2025). Entre as fêmeas que não manifestaram cio, aquelas que não receberam GnRH apresentaram 49,7% de prenhez. O tratamento com Gonadorelina (250 µg) resultou em 51,6%, com Lecirelina (25 µg) em 53,8%, enquanto o uso de Buserelina proporcionou a maior taxa de prenhez, 55,9%, evidenciando sua superioridade em relação aos demais análogos.
A combinação do protocolo Pré-synch Ourofino com o uso do Sincroforte® no momento da inseminação, nas fêmeas que não demostraram cio, resultou no Protocolo Ouro (figura 2).
Figura 2. Esquema do protocolo Ouro
Os estudos com o Protocolo Ouro demonstraram um aumento de 9,1% na prenhez de vacas paridas que foram pré-sincronizadas, não demonstraram cio e receberam o Sincroforte® no momento da IATF (figura 3).
Figura 3. Efeito do protocolo Ouro na taxa de prenhez de vacas de corte paridas, submetidas a IATF
Sendo assim, a pré-sincronização com o Sincrogest injetável® aliada com o uso do Sincroforte® no momento da inseminação (figura 4), aumenta a taxa de prenhez em fêmeas paridas, sendo uma excelente oportunidade para transformar desafios em resultados.
Figura 4. Protocolo Ouro, o combo perfeito para o aumento da fertilidade
PhD. Igor Garcia Motta
Especialista Técnico – linha reprodução
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