10 jul 2013

Ocorrência de parasitas em Suínos

As parasitoses gastrointestinais e pulmonares dos suínos representam um dos fatores de prejuízo da sua exploração em todo mundo (Gonzales et al; 1975). Nas criações industriais os problemas decorrentes das helmintoses são relevantes e resultam em prejuízos que necessitam ser contabilizados e analisados, para que a indústria suinícola possa estabelecer medidas de controle mais efetivas (BORDIN, 1987). As helmintoses em suínos provocam e retardo no crescimento, resultando no aumento de taxas de morbidade e mortalidade na criação, além dos gastos com produtos anti – helminticos e terapêuticos (Sobestiansky et al.,1998). Os prejuízos causados pela ocorrência das endoparasitoses nos rebanhos suinícolas dependem do nível da contaminação ambiental, que varia de acordo com os sistemas de produção, condições de higiene e as práticas de manejo (LEITE et al., 2000). Segundo Cordové et al. (2000), infecções parasitárias causadas principalmente por nematódeos gastrointestinais e pulmonares, afetam a conversão alimentar inadequada com consequente perda de produtividade (RAMOS et al., 2002). Redução no ganho de peso diário, na eficiência alimentar, alteração dos índices reprodutivos, além de potencializar outras enfermidades, condenações de vísceras (fígado e intestinos) no abatedouro. Estudos mostram uma variação na conversão alimentar entre 2 a 21% e a redução no ganho de peso diário de 3 a 6%, quando comparado a um grupo de animais tratados. A causa mais frequente de rejeição de fígados de suínos deve-se à presença de nódulos esbranquiçados e manchas leitosas provocadas pela migração larvar de Ascaris suum. Vieira, V.; Crespo, M.V.; Rosa, F. (2006) - Ascaridiose em suínos abatidos em matadouro – dados preliminares. Acta Parasitológica, 13 (1-2): 33-36. A sarna dos suínos causada pelo Sarcoptes scabiei var suis (DE GEER, 1978) tem sido um problema para os produtores de todo o mundo. Está presente nas criações, aumentando na medida em que são empregados os métodos intensivos de produção (MARTINEAU et al., 1985). Mesmo as propriedades bem manejadas, com excelente esquema sanitário, não estão isentas dos efeitos desse parasito, causando inquietação e extremo desconforto aos animais, reduzindo a amamentação, além de interferir na produção de leite (LEANING, 1988) e depreciar a pele dos animais ao abate. Os endectocidas (Ivermectina) agem potencializando o neurotransmissor GABA, que inibe a transmissão nervosa, causando paralisia flácida e morte do parasita por inanição.  ESPECTRO DE AÇÃO: A dosagem recomendada da ivermectina para suínos e de 100 mcg ou de 0,1 a 0,3 mg/Kg de peso vivo, administrados por via oral (misturado a ração) durante 7 dias consecutivos em suínos de qualquer peso e idade. O tratamento de porcas gestantes, 4 a 16 dias antes do parto, aparentemente evita a transmissão do S. ransomi pelo colostro, da porca para os leitões. Os piolhos (Hematopinus suis) e ácaros de sarna (Sarcoptes sacabiei var. suis) também podem ser controlados pela dose terapêutica da Ivermectina Premix.

Fórmula para cálculo de dose: Nº de animais x peso médio (Kg) x 0,1mg  =   Kg de Ivermectina Premix 6000mg

Esta dosagem acima citada proporciona de 94 a 100% de redução nos estágios imaturos e adultos de Ascaris suum, Hyostrongylus rubidus, Strongyloides ransomi, Trichuris suis, Oesophagostomum sp, Metastrongylus sp, Stephanurus dentatus, e ainda nos estágios intestinais (porém não musculares) de Trichinella spiralis. O tratamento de porcas gestantes, 4 a 16 dias antes do parto, aparentemente evita a transmissão do S. ransomi pelo colostro, da porca para os leitões. Os piolhos (Hematopinus suis) e ácaros de sarna (Sarcoptes sacabiei var. suis) também podem ser controlados pela dose terapêutica da Ivermectina Premix. A causa mais frequente de rejeição de fígados de suínos deve-se à presença de nódulos esbranquiçados e manchas leitosas provocadas pela migração larvar de Ascaris suum. Vieira, V.; Crespo, M.V.; Rosa, F. (2006) - Ascaridiose em suínos abatidos em matadouro – dados preliminares. Acta Parasitológica, 13 (1-2): 33-36. PROGRAMA RECOMENDADO - Creche – início da fase - Matrizes: 2 a 3 semanas antes do parto. - Marrãs: 2 a 3 semanas antes da cobertura. - Crescimento: início da fase. - Terminação: início da fase. - Reprodutores: 2 vezes por ano.

Presença de nódulos esbranquiçados no fígado.

Presença de vermes adultos no intestino.

Lesões de sarna no abate.

Presença de Sarcoptes scabei - var. suis no pavilhão auricular.   Referências: Ascaridiose em suínos abatidos em matadouro – dados preliminares. Acta Parasitológica, 13 (1-2): 33-36. Fatores de risco associados à ocorrência de sarna sarcóptica e prevalência em suínos nas fases de crescimento e terminação, na região Sul do Brasil. Ciência Rural, v. 33, n. 4, jul-ago, 2003. Ciência Rural, Santa Maria, v.33, n.4, p.731-736, jul-ago, 2003 ISSN   Por Renato I. Pangoni, VT Aves e Suínos MS. Fotos: Atlas de Enfermidades del Cerdos

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