Módulo 2: texto 5 - Importância da qualidade da mão de obra

13 jun 2015

Módulo 2: texto 5 - Importância da qualidade da mão de obra

Depois de realizar diferentes manejos de um protocolo de IATF chegou o dia de inseminar os animais (D10). Está tudo certo e organizado, os materiais necessários separados tais como pipeta, bainhas, luvas, fichas de controle entre outros. Mas e o inseminador, está?

O bom resultado na IATF depende diretamente da capacitação da pessoa responsável pela inseminação. O mesmo deve seguir de modo fidedigno os procedimentos recomendados pela ASBIA se quiser ter bom desempenho em um programa de IATF.

Este profissional deve ter uma conduta adequada e estar comprometido com os resultados, pois a experiência com este processo é fundamental. Isso porque o número de animais por lote em inseminação pode ser alto. Caso não tenha experiência prévia o resultado será prejudicado.

O processo de inseminação em programas de IATF é o mesmo preconizado para a inseminação convencional. Os mesmos cuidados com botijão e descongelação devem ser mantidos. É recomendado o uso de descongeladores automáticos (Figura 1), pois estes mantêm a temperatura de forma constante (35 a 37°C). Em se tratando de elevado número de animais em inseminação, a descongelação simultânea de 3 a 5 palhetas pode ser feita com o objetivo de assegurar um bom fluxo para montagem dos aplicadores de sêmen e evitar que o botijão seja aberto inúmeras vezes. Este processo evita a redução na fertilidade do sêmen.

 

A deposição do sêmen deve ser feita logo após a passagem da cérvix, ou seja, no corpo do útero. Assim, com todos os cuidados tomados e as recomendações realizadas garantimos que não haja falhas nessa etapa.

O constante aprimoramento da mão de obra é fundamental para obter bons resultados. Para isto, é indicada a realização de cursos de reciclagem ou cursos avançados de inseminação. Nesse sentido, dados de campo em diversas propriedades mostram que as diferenças nas taxas de prenhez entre distintos profissionais de inseminação (entre o maior e o menor índice) podem chegar a 30%. Quando a IATF é utilizada em larga escala é recomendado o rodízio de inseminadores, ou seja, deve-se ter alternância entre profissionais a cada 20 fêmeas inseminadas. Enquanto um responsável insemina, o outro realiza a montagem do aplicador e vice-versa.

Assim, se todo o protocolo for feito de forma cuidadosa, seguindo os passos adequados para descongelação de sêmen e inseminação associado a um bom inseminador, a prenhez tão desejada por todos irá ocorrer, trazendo resultados positivos, mas principalmente garantindo o lucro do produtor.

Material complementar:

 

 

Equipe Reprodução Animal - Ourofino

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