Febre aftosa: proteja o seu rebanho

21 out 2013

Febre aftosa: proteja o seu rebanho

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa e de rápida dispersão pelo rebanho. É classificada como de Notificação Obrigatória pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A taxa de mortalidade desta doença é baixa, cerca de 2% em adultos, porém sua importância é grande devido ao impacto que causa na economia na região e país em que há sua ocorrência, pois ela determina a imposição de fortes barreiras sanitárias à entrada e saída de animais e seus produtos (SOUZA, 2009). No Brasil, o último foco de febre aftosa ocorreu em 2006 nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. Hoje, a maior parte do país é considerada como zona livre de febre aftosa com vacinação, e isto está em expansão uma vez que em agosto de 2013 o ministro da Agricultura incluiu o norte do Pará neste status, integrando totalmente o estado como livre da doença com vacinação (BRANCO, 2013). Atualmente Santa Catarina é o único estado considerado como zona livre sem vacinação, por outro lado, ainda há algumas áreas do norte do país que pertencem ao status de risco desconhecido segundo a OIE (2013) e isto restringe a comercialização de bovinos destas regiões. A febre aftosa ocorre principalmente em bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos. Os humanos apresentam risco de susceptibilidade desprezível, mas podem servir de carreadores do vírus e o transmitir de forma indireta para os animais. Da mesma forma, este carreamento pode ocorrer por veículos, equipamentos e produtos de origem animal contaminados. A transmissão também pode ocorrer diretamente por contato, ingestão ou inalação de partículas virais (BRASIL, 2009; SOUZA, 2009). Os animais acometidos por esta enfermidade apresentam febre alta de até 41°C que diminui a partir do segundo dia; anorexia, depressão, aparecimento de vesículas (bolhas) dolorosas nos lábios, gengiva, narinas, cascos e úbere, queda de produção leiteira, salivação, claudicação e morte súbita em animais jovens (BRASIL, 2009). É importante salientar que todo caso suspeito de doença vesicular deve ser investigado pelo serviço veterinário oficial em até 12 horas (PANAFTOSA, 2007). Considerando os números de ocorrência no Brasil, é recomendado o diagnóstico diferencial para estomatite vesicular, rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), diarreia viral bovina – doença das mucosas (BVD-MD), língua azul e varíola bovina (SOUZA, 2009). Caso seja confirmada a doença, barreiras sanitárias são impostas e há delimitação de zonas de trabalho, de forma que será considerado foco, a propriedade em que houve a notificação e as propriedades limítrofes e vizinhas a ela conforme a possibilidade destes animais terem estado em direto contato com aqueles da propriedade afetada. A zona perifocal possui um raio de 5 a 10 quilômetros ao redor do foco e é considerada um local de alto risco de infecção. Já a zona de risco, tampão ou de vigilância é aquela em que não há presença do vírus, mas há risco de infecção. Esta área tem como objetivo manter a zona livre separada da zona infectada. Os animais do foco são eutanasiados por rifle sanitário e enterrados em valas (PANAFTOSA, 2007). [caption id="attachment_1067" align="aligncenter" width="393" caption="Fonte: PANAFTOSA, 2007"][/caption] Com o objetivo de prevenir a ocorrência de febre aftosa e expandir os territórios considerados como zona livre da doença, no Brasil há adoção de vacinação sistemática e obrigatória em todos os estados, exceto em Santa Catarina conforme o mapa: [caption id="attachment_1068" align="aligncenter" width="428" caption="Estratégias de vacinação contra febre Aftosa no Brasil (2012). Fonte: http://www.agricultura.gov.br"][/caption] A solução da Ourofino para a prevenção da febre aftosa é a vacinação de bovinos e bubalinos com Ourovac® Aftosa [contém as cepas inativadas, concentradas e purificadas dos vírus da febre aftosa: O1 Campos, A24 Cruzeiro e C3 Indaial, em adjuvante oleoso; aplicar, por via subcutânea ou intramuscular, na região da tábua do pescoço (terço médio), a dose de 5 mL por animal)] de acordo com o calendário oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O armazenamento da vacina deve ser feito em geladeira (temperatura entre 2 a 8°C) e, durante o processo de vacinação recomenda-se a troca da agulha (por outra limpa e esterilizada) a cada dez animais vacinados (KEPLER et. al, 2002). Além disso, é muito importante a consulta do médico veterinário e seguir todas as recomendações de boas práticas de vacinação e manejo. Referências: BRANCO, Mariana. Mais de oito estados brasileiros são reconhecidos como áreas livres de febre aftosa. Agência Brasil, 2013. BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Plano de ação para febre aftosa. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. Brasília: MAPA/SDA/DAS, 2009. BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Estratégias de vacinação contra febre Aftosa no Brasil (2012). Disponível: . Acesso: 29 ago. 2013. KEPLER, E. F.; CORRÊA, E. S.; EUCLIDES, V. P. B. Boas práticas na produção de bovinos de corte. Campo Grande: Embrapa Gado de Corte, 2002, 25p. (EMBRAPA – CNPGC. Documentos, 129). OIE. Organização Mundial de Saúde Animal. 2013. Disponível em: < http://www.oie.int/en/animal-health-in-the-world/official-disease-status/fmd/en-fmd-carte/>. Acesso: 29 ago. 2013. PANAFTOSA. Manual de procedimentos para a atenção às ocorrências de febre aftosa e outras enfermidades vesiculares. Rio de Janeiro: PANAFTOSA - OPAS/OMS, 2007. SOUZA, V. F. de. Epidemiologia, patogenia, diagnóstico, prevenção e controle da febre aftosa. In: SÉRIES Embrapa: [coletânea de publicações seriadas da Embrapa Gado de Corte - 2006 - 2007 -2008]. Campo Grande, MS: Embrapa Gado de Corte, 2009.   Por Raissa Reverete Rainieri, Dpt. Técnico Ourofino

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