28 mar 2011

Desencadeamento da Colibacilose

Em geral, alguns fatores facilitam o desencadeamento da colibacilose, entre eles destacam-se: índices de reposição de fêmeas acima de 30%, e consequentemente, uma baixa na imunidade do plantel; ausência de vacinação nas leitoas e demais fêmeas até o terceiro parto; falha no processo de limpeza e desinfecção, onde se favoreça a permanência do agente no ambiente; condições de ambiência fora da zona de conforto para o leitão (33 a 35ºC) sem correntes de ar e sem umidade; falha no fornecimento do colostro aos leitões logo após o nascimento seja por manejo inapropriado, temperamento da fêmea ou instalações inadequadas; falhas no atendimento ao parto e na higienização da porca no pré-parto; contato com diferentes leitegadas sem ter o cuidado de trocar ou desinfetar os equipamentos utilizados, propiciando a disseminação do agente, bem como o acesso de pessoas e outros animais às instalações (visitantes, cães, gatos, roedores, etc.); falta de fonte de água com qualidade e ausência de vazio sanitário, entre outros. Ambientes mal manejados onde se permita variações na temperatura, que não se adote um programa de limpeza e desinfecção (PLD) adequado, onde não se disponibilize conforto, alimentação e água satisfatórios aos leitões e não sejam adotados vazios sanitários em tempo suficiente para executar o PLD e permitir que fatores naturais também contribuam na desinfecção da instalação, tal como o sol, etc., sempre serão ambientes contaminados ou de auto risco. Quanto à imunidade, a E. coli é um agente comensal do ID de suínos, no entanto, sua capacidade de estimular uma imunidade é específica em relação aos sorotipos, fimbrias e toxinas. Portanto, para que ocorra uma proteção consistente é necessário que as porcas tenham sido vacinadas ou que tenham tido uma infecção prévia com os mesmos antígenos responsáveis por causar a infecção em leitões. Logo falaremos sobre o controle dos fatores de risco. Por: Rogério Nunes - Supervisor de pesquisa clínica Aves e Suínos.

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