12 set 2018

Doenças respiratórias em suínos

As doenças do complexo respiratório geram grandes perdas econômicas na suinocultura.  É uma síndrome multifatorial relacionada com as interações de diversos agentes patogênicos, bem como fatores ambientais, manejo e até mesmo genética. A gravidade depende dos agentes envolvidos e principalmente da ambiência.

A médica-veterinária, Andrea Panzardi, explica que as doenças respiratórias podem ocorrer o ano todo, entretanto, com uma maior pré-disposição nas épocas de outono e inverno. “Pelo fato da produção de suínos ser realizada de forma intensiva, em que os animais são alojados próximos uns dos outros, vindos de mais de duas origens distintas e muitas vezes sem uma circulação de ar adequada, há um aumento das chances de ocorrências dos desafios respiratórios”, destaca.

Para identificar as doenças respiratórias, é preciso fazer o monitoramento clínico com frequência. “É importante observar os animais, movimentá-los e começar a prestar atenção em tosses e espirros, ver a frequência para saber se tem desafio baixo, médio ou alto”, acrescenta Andrea.

A tendência a doenças respiratórias aumenta devido ao clima seco. Nessa hora é importante ficar atento ao manejo. “Quanto mais o produtor conseguir manter o ambiente adequado, com boa ventilação, temperatura, higiene, lotação e disponibilidade de ração, melhor será o resultado de prevenção”, diz a veterinária.

As doenças respiratórias começam a surgir com maior intensidade a partir da fase de creche. “Um dos agentes que gera grande desafio é o vírus influenza, transmitido pelo ser humano. Nesse sentido é preciso evitar o contato de pessoas gripadas com os animais. Além deste cuidado, existem outros agentes importantes, como algumas bactérias que causam estes problemas”, orienta a veterinária.

Tratamento

É importante saber qual é o agente presente na granja antes de começar qualquer tipo de tratamento. Para isso, a presença de um médico-veterinário é essencial. A Ourofino tem em seu portfólio duas soluções para tratar doenças do complexo respiratório. “Da fase de creche até meados dos 63 dias de vida, pode ser feito com o Lactofur. Já na fase de recria, entre 90 a 100 dias, o Resolutor combate os agentes específicos, principalmente o micoplasma, um dos principais agentes presentes nesta fase. Na terminação, pode voltar com o Lactofur que é muito indicado por ser dose única, ter zero carência e ação prolongada por cinco dias”, conclui Andrea Panzardi.

Foto: IStock

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