29 jan 2019

Cresce número de mulheres no agro com formação

O número de mulheres no agronegócio teve um crescimento de 8,3% entre 2004 e 2015. Essa crescente, no entanto, teve maior impulso vindo de mulheres com mais de 30 anos, casadas e com ensinos médio e superior, segundo indicam dados do segundo volume do estudo “Mulheres no Agronegócio”, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

A pesquisa faz uma avaliação dos principais aspectos referentes à atuação da mulher no mercado de trabalho do agronegócio brasileiro. Entre os dados, os pesquisadores do Cepea ressaltam a importância que o aumento da presença de mulheres acima de 30 anos e com relativamente melhores níveis de qualificação exerceu sobre o crescimento da população de ocupadas no agronegócio.

Segundo eles, isso ocorre porque os grupos que acabaram dando influências negativas são formados por mulheres de baixa instrução, sejam casadas ou solteiras, e para os diferentes grupos de idade. Neste caso, esses resultados estão atrelados a mudanças na estrutura do mercado de trabalho feminino no agronegócio.

O aumento da presença feminina com maior escolaridade reflete o surgimento de oportunidades de postos de trabalho de maior qualidade, o que, entre outros fatores, se deve ao crescimento das agroindústrias e das atividades do segmento de agrosserviços.

O segundo volume do estudo também detalha o papel do agronegócio na evolução da participação da mulher no mercado de trabalho. Como a participação feminina na força de trabalho cresceu em maior intensidade no agronegócio do que nos demais setores, o agro exerceu uma influência positiva na taxa de participação feminina no Brasil como um todo.

O último volume do estudo trará análises voltadas aos rendimentos no agronegócio, o que traz uma comparação de salários médios entre homens e mulheres que atuam no agronegócio e, ainda, mulheres ocupadas no setor versus empregadas em outros segmentos da economia. O Volume III deve ser divulgado no início de março.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe feed&food.

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