06 nov 2019

Otimizar o manejo é a chave para a sanidade do rebanho

O Brasil é o país com o maior rebanho comercial bovino do mundo com cerca de 193 milhões de cabeças. Deste número, 52% correspondem a animais com idade inferior a 24 meses e que obrigatoriamente deverão ser vacinados contra febre aftosa em grande parte do país.

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa e que pode afetar todo o rebanho rapidamente, uma vez que pode ser transmitida por saliva, leite, líquido dos ferimentos causados pelo vírus e pelas fezes de animais doentes. Os principais sinais clínicos desta doença são febre, aftas na boca, úbere, boca e unhas, salivação excessiva, dificuldade de se locomover, pelos arrepiados e param de se alimentar e beber água.

A vacinação deve seguir alguns preceitos para que seja realmente efetiva e para que seu rebanho esteja protegido.

As vacinas são disponibilizadas nos meses das campanhas de vacinação e devem ser compradas somente em lojas registradas e idôneas. A temperatura de armazenamento deve estar entre 2 e 8ºC e os frascos não devem ser congelados. Na fazenda, a vacina deve ser armazenada em geladeira exclusiva para evitar contaminação. De preferência deverão ficar no meio da geladeira, onde a temperatura é mais próxima da ideal. Sempre é bom verificar as condições da geladeira e a chance de queda de energia para que as vacinas não percam sua eficácia.

No curral é indicado utilizar duas caixas de isopor com gelo: uma onde ficarão os frascos fechados e a outra as pistolas e frascos em uso. Esta prática serve para evitar que os frascos de vacina ainda fechados esquentem. O local de aplicação deve ser na tábua do pescoço e de preferência via subcutânea (embaixo do coro). Também é indicado que a vacinação ocorra com o máximo de higiene e as agulhas sejam trocadas regularmente.

Aplicação deve ser na tábua do pescoço e de preferência via subcutânea

Lembrando que neste ano de 2019, a dose mudou e agora é de 2 ml, diferente dos 5 ml que eram utilizados antigamente.

A vacinação obrigatória também é um ótimo momento para se otimizar os manejos da propriedade, uma vez que os animais deverão passar no curral de qualquer maneira.

Podemos aproveitar para marcar os animais, vacinar contra outras doenças como clostridioses, combater ectoparasitas e, principalmente, vermifugar os animais. A utilização de vermífugos longa ação no mês de novembro é muito interessante, uma vez que é o fim das secas na maioria do país e início da estação chuvosa que criará um ambiente propício para os vermes e, consequentemente aumentará a infestação ambiental.

E pensando em vermífugos de longa ação, a Ourofino possui o Master LP, ivermectina a 4%, uma das maiores concentrações do mercado em exclusivo veículo que garante um maior período de proteção aos seus animais. Ou seja, seus animais livres de parasitas por mais tempo.

Já as soluções de vacinas da Ourofino ficam por conta da Ourovac Aftosa, vacina contendo os antígenos O1 Campos e A24 Cruzeiro em veículo e adjuvante óleo mineral; e também da Ourovac Poli BT, uma vacina completa contra as 10 principais clostridioses, inclusive botulismo e tétano com adjuvante de alúmen que garante maior proteção e menor reação local após aplicação.

 

Lucas Rizzo Marques e Ingo Mello

analista técnico saúde animal e gerente técnico saúde animal

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