20 mai 2024

Controle Integrado da Mastite Bovina

A mastite é o processo inflamatório da glândula mamária e é um dos principais entraves para a bovinocultura leiteira, isso porque causa grandes prejuízos econômicos à produção. A mastite pode ser desencadeada por microrganismos contagiosos ou ambientais e se apresentar na forma de mastite clínica ou subclínica.

Os microrganismos contagiosos são responsáveis, em sua maioria, pelo desenvolvimento de quadros de mastite subclínica, que é quando o animal possui o agente, mas não apresenta sinais visíveis da doença, podendo passar despercebida pelo proprietário, mas se alastrar pelo rebanho. Os microrganismos ambientais, também conhecidos como invasores oportunistas, são bactérias presentes em fontes de contaminação do ambiente, como água, fezes, solo, cama e equipamentos de ordenha.

Vale lembrar que a mastite ambiental provoca uma maior proporção de mastite clínica, ou seja, quando o animal adquire a doença e a manifesta em forma de sinais clínicos como edema, aumento de temperatura, endurecimento e dor nas glândulas mamárias, além de alterações nas características do leite, como o aparecimento de grumos e pus.

Tanto os microrganismos contagiosos quanto os ambientais precisam de uma porta de entrada para o organismo animal, por isso a maioria se aproveita do momento da ordenha ou pouco tempo depois, pois o esfíncter se abre e permanece aberto por um período.

Essa abertura do esfíncter também pode ser observada logo após a secagem, assim como um pouco antes do parto, na colostrogênese (gráfico abaixo). Além disso, a fase de formação do colostro concentra diversas atividades celulares e expõe o animal a diversos fatores de estresse, como a mudança da dieta, estresse fisiológico pela produção de leite ou estresse social causado pela separação dos lotes, o que aumenta a sensibilidade do animal a novas infecções. 

 Incidência de novas infecções intramamárias ao longo da vida produtiva da vaca leiteira

Gráfico 1: Incidência de novas infecções intramamárias ao longo da vida produtiva da vaca leiteira. Fonte: CORTES, C.A. (2016).

 

Devido ao aumento da vulnerabilidade a infecções no início do período seco e no começo da próxima lactação, alguns protocolos de tratamento, como a terapia da vaca seca, são importantes e recomendados para a prevenção de novas infecções nesse período.

A utilização de antibiótico intramamário de longa ação em cada teto, como o Ciprolac®, tem como objetivo não só o tratamento das infecções intramamárias existentes, mas também a prevenção de novas infecções. Além disso, a utilização de um selante, como o Sellat®, é essencial para esta proteção durante todo o período seco.

Outras medidas também são importantes para o controle e prevenção da mastite, como, por exemplo:

  • Realizar técnicas de secagem adequadas;
  • Manejo e higiene de ordenha corretos;
  • Desinfecção pós-ordenha adequada;
  • Manutenção adequada do equipamento de ordenha;
  • Manter o ambiente limpo e confortável para a vaca seca.

 

Dessa forma, temos que o período seco tem relação direta com a glândula mamária, produção de leite e prevenção dos casos clínicos da lactação. Sendo assim, devem ser contínuas as ações de medidas preventivas para o controle e prevenção da mastite em rebanhos leiteiros, durante a lactação e durante o período seco.

Bruna Gomes Alves - Gerente Marketing Terapêuticos e Silagem Ourofino Saúde Animal

Maria Eduarda Cantolini - Estagiária Ourofino Saúde Animal

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