12 jul 2019

Controle de Cascudinhos: qual a relação desse manejo com a Salmonelose?

O Brasil é destaque no cenário mundial onde somos o maior exportador de carne de frango. Resultados como este estão aliados à melhoria da qualidade do produto e redução de custos de produção, devido a uma grande demanda de alimentos para atender às necessidades da população, além dos sistemas modernos, automatizados e biosseguridade. No entanto, para reduzir os custos de produção e aumentar o número de aves produzidas/galpão, o sistema de criação aumentou a densidade de aves/m2 e a reutilização de cama por vários lotes. Esta prática, associado a outros fatores, aumentou o desafio com o inseto Alphitobios diaperinus, popularmente conhecido como “cascudinho”.

O cascudinho se adaptou muito bem aos sistemas de produção de frangos, onde a cama dos aviários garante um local ideal para a sua proliferação. Estes danificam a estrutura das instalações devido à grave deterioração que causam no isolamento da infraestrutura, já que as larvas deste inseto escavam túneis antes de se transformarem em pupas. Os cascudinhos ainda podem perfurar as cortinas, prejudicando assim o isolamento térmico das aves. Outro prejuízo causado pela presença desses insetos se deve a ingestão das larvas e insetos adultos pelas aves e, com isso, há uma redução no ganho de peso e queda na conversão alimentar.

Pensando na sanidade das aves, o cascudinho é um reservatório/veiculador de diversos agentes como bactérias, fungos, protozoários, vírus e helmintos (Tabela 01).

Tabela - Patógenos transmitidos e carreados Alphitobios diaperinus

Dentre todos esses patógenos podemos citar a Salmonella que, além de acarretar em prejuízos à saúde das aves, aumenta o risco de contaminação da carcaça no abatedouro. A fim de controlar a infestação e consequentemente reduzir a presença de todos esses agentes que podem estar sendo carreados pelo cascudinho, a Ourofino Saúde Animal possui o Colosso Pulverização, que é o principal aliado do Avicultor quando o assunto é Cascudinho.

Colosso Pulverização é composto por três princípios ativos que agem de maneira sinérgica:

- Cipermetrina - que é o inseticida mais eficiente do mercado com efeito knock-down;

- Clorpirifós – também inseticida e com ação desalojante dos besouros das frestas/forro

- Citronela - que é um repelente natural.

Outro fator importante do Colosso: é o único produto no mercado para controle de cascudinho, com garantia de resíduos abaixo do Limite Máximo de Resíduos (LMR) tanto para os princípios ativos quanto para seus metabólitos.

O Controle de cascudinho deve ser iniciado logo após a retirada das aves do galpão, pois com a saída das aves, a temperatura da cama diminui, fazendo com que os insetos migrem para galerias subterrâneas e frestas dos aviários, aumentando esta fuga em caso de galpão com piso de terra batida, para a casa do granjeiro, composteira, aviários próximos, entre outros locais.

É importante aplicar a solução tanto na parte interna quanto na externa do galpão. Após a aplicação manter a cortina do galpão fechado por no mínimo 48 horas para melhor ação desalojante. Após este período, realizar o manejo de limpeza e desinfecção, inclusive varrendo para fora do galpão os cascudinhos e larvas mortas, o que evita que os pintinhos ao serem alojados venham a ingerir os insetos.

O Colosso Pulverização pode ser aplicado através do uso de bomba costal, pulverização ou atomizador, e é imprescindível o uso de equipamento de proteção individual (exemplo: máscara, bota, óculos, macacão, luvas).

Gisele Ravagnani

Analista Técnica Aves e Suínos

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