05 ago 2019

Como evitar os prejuízos da pneumonia em bovinos de leite e corte?

A pneumonia é uma doença que acomete tanto bovinos de leite, como bovinos de corte. Ela também é conhecida como Doença Respiratória Bovina (DRB), sendo uma enfermidade de alta prevalência e de grande importância econômica em todo o Brasil. Dentre os prejuízos relacionadas, destacam-se a redução na ingestão de matéria seca, baixo desenvolvimento dos animais acometidos, redução da imunidade, baixa produção de leite e, em casos graves, a morte.

A pneumonia é considerada uma doença multifatorial, sendo as bactérias uma das principais causas. O animal normalmente é acometido pela enfermidade quando suas defesas ficam comprometidas. Isso acontece em momentos de estresse, como mudanças de temperatura, alta taxa de lotação, transporte, manejo, entre outros.

Dentre os agentes bacterianos que levam ao quadro de DRB estão Pasteurella multocida, Mannheimia haemolytica e Histophilus somni. Estas bactérias são parte da microbiota do trato respiratório superior dos bovinos. No entanto, sob mudanças fisiológicas e baixa imunidade no trato respiratório, estas se tornam patogênicas para os animais.

O diagnóstico precoce da pneumonia aliado ao tratamento rápido e eficaz são imprescindíveis para a recuperação dos animais. Os sinais clínicos característicos são: aumento de temperatura corporal, presença de tosse (induzida ou espontânea), secreção nasal, secreção ocular, dificuldade e ruídos respiratórios, apatia e fraqueza. Quanto mais rápido os sinais forem detectados e o tratamento realizado, maior o sucesso na cura da doença.

Com relação a categoria animal, os bezerros são os mais acometidos pela doença. Isso porque esses animais nascem desprovidos de imunidade e precisam adquiri-la a partir do fornecimento de colostro. Assim, como sua imunidade não é completamente desenvolvida, eles ficam susceptíveis as bactérias causadoras de pneumonia.

Para facilitar o diagnóstico, a Universidade de Wisconsin nos EUA criou um cartão de escores de pneumonia para bezerros. Neste cartão, é possível verificar os graus ou escores da doença, sendo o escore 0 o animal saudável; escore 1: início dos sinais de pneumonia; escore 2 e 3: agravamentos dos sinais clínicos da doença.

A partir da utilização do cartão de escores, fica mais fácil identificar os animais doentes, principalmente, logo no início da ocorrência da pneumonia. Dessa forma, a realização do tratamento se torna mais eficaz. O protocolo Ourofino para pneumonia consiste na utilização do Resolutor® e do Maxicam 2%. O ideal é a utilização de antimicrobianos de alta potência e com facilidade de se espalhar pelo sistema respiratório para garantir a morte rápida dos microrganismos causadores da doença.Também é importante fazer associação com anti-inflamatório potente e seguro para que o animal possa se recuperar mais rapidamente.

 

Janielen da Silva e Marcelo Arne Feckinghaus

Departamento Técnico Ourofino

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