Artigos - Carrapato bovino: como controlá-lo?

11 mar 2013

Carrapato bovino: como controlá-lo?


Várias transformações vêm acontecendo na pecuária de corte nos últimos dez anos, resultados esses alcançados pela aplicação de técnicas modernas de produção, da utilização de cruzamentos industriais e a economia que se encontra fortalecida,  permitindo ao setor pecuário ganhos em volume e produtividade (FILHO, 2006). Sem dúvida estes aspectos foram determinantes para colocar o Brasil em condição de destaque no cenário mundial, como grande produtor de carne bovina. Em contra partida, observa-se o crescimento da pecuária de leite que vem ocupando relevante espaço na economia nacional por meio do suprimento de alimentos lácteos, gerando empregos e renda significativa, que garantem a permanência da população no meio rural (ARÊDES et al., 2006). Portanto; entre os diversos desafios da produção pecuária estão as perdas ocasionadas em decorrência das parasitoses. Sabe-se que animais jovens, principalmente até os dezoito meses de vida os animais estão mais sujeitos às parasitores, impactando em perdas produtivas consideráveis para a categoria, tal como comentado anteriormente (BIANCHIN et al., 1996). As perdas aumentam quando associados a má nutrição, erros de manejo e uso incorreto de antiparasitários. O ectoparasito de maior impacto na pecuária leiteira e de corte é o carrapato bovino Rhipicephalus (Boophilus) microplus. As perdas ocasionadas por esse ectoparasito já contabilizam dois bilhões de dólares anuais (GRISI et al., 2002), relacionados a diversos fatores. O método de controle mais eficiente para o carrapato bovino é o controle químico, feito por meio de administração de carrapaticidas pour-on e pulverização. Produtos injetáveis como as ivermectinas também são eficazes neste controle, principalmente dos parasitos adultos. Os produtos químicos, se usados corretamente, são economicamente viáveis e eficazes, no entanto; com frequência a administração não é realizada de forma correta, o que ocasiona a seleção de populações de carrapatos resistentes aos princípios ativos utilizados (WILLADSEN, 2006). Dentre as substâncias químicas utilizadas como pesticidas, podemos citar os: arsenicais (arsênico), organoclorados (DDT, BHC, toxafene, dieldrin), organofosforados (diazinon, dioxation, coumafós, carbofenotion, etion, fosmet, crotoxifós, clorfenvinfós, bromofosetil e clorpirifós), carbamatos (carbaril, promacil), os fenilpirazóis (fipronil), formamidinas (clordimeform), amidinas (amitraz, cimiazol), amidinas cíclicas (clenpirim), tiouréias (clorometiuron), piretróides sintéticos (deltametrina, cipermetrina, cialotrina, flumetrina), lactonas macrocíclicas (avermectina, ivermectina, moxidectina, doramectina e eprinomectina) e feniluréias (fluazuron) (FURLONG, 2005). O uso incorreto do carrapaticida como: subdose, mão de obra despreparada e administração incorreta, faz com que os carrapatos não morram após contato com o produto e possibilita que transmitam às próximas gerações informações genéticas de como sobreviver ao princípio ativo do produto (FURLONG e PRATA, 2006). É neste momento que estamos influenciando positivamente na indução de resistência parasitária ao principio utilizado na propriedade. Neste sentido a Ourofino desenvolve “Programas de Controle Estratégicos”, entre eles, é indicado a utilização de, Fluatac® DUO, um produto inovador, com formulação exclusiva e de duplo ataque (fluazuron e abamectina). Age sistemicamente sobre os carrapatos, bernes, mosca-dos-chifres e parasitos internos. Além do Fluatac® DUO a Ourofino possui o Colosso Pulverização e Colosso Pour on, à base de cipermetrina, clorpirifós e citronelal.   A figura abaixo demonstra um programa de controle estratégico no combate ao carrapato bovino. Lembre-se é muito importante consultar o médico veterinário.     REFERÊNCIAS   ARÊDES, A; SILVEIRA, et al; Análise de custos na pecuária leiteira: um estudo de caso das propriedades assistidas pelo Programa de Desenvolvimento da PecuáriaLeiteira da região de Viçosa. Disponível em: http://www.custoseagronegocioonline.com.br/numero1v2/Analise%20de%20custos.pdf,   Acesso em 11/03/2013.   BIANCHIN, I. et al. Epidemiologia dos nematódeos gastrintestinais em bovinos de corte nos cerrados e o controle estratégico no Brasil.: EMBRAPA-CNPGC, 120p. Circular Técnica, 1996.   FILHO, A. L. II SIMBOI - Simpósio sobre Desafios e Novas Tecnologias na Bovinocultura de Corte, 29 a 30.04.2006, Brasília-DF.   Disponível em: http://www.upis.br/simboi/anais, acesso em 11/03/2013.   FURLONG, J.; Carrapato: Problemas e soluções / editor, Jonh Furlong – Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2005. 65 p. Disponível em: http://cpamt.sede.embrapa.br/biblioteca/material-de-curso/modulo 3/LivroCarrapato.pdf . Acesso em 11/03/2013.   FURLONG, J.; PRATA, M. Resistência dos carrapatos aos carrapaticidas. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2006. 2 p. (Circular Técnica, 34).   GRISI, L.; MASSARD, C.L.; MOYA BORJA, G.E.; PEREIRA, J.B. Impacto econômico das principais ectoparitoses em bovinos no Brasil. A Hora Veterinária, ano 21, n. 125, p. 8-10, 2002.   WILLADSEN, P. Tick control: Thoughts on a research agenda. Veterinary  Parasitology, v. 138, n. 1-2, p. 161-168, 2006.       Por Luis Antonio Marinelli.  

Tags


Deixe o seu comentário