Carrapato do boi Rhipicephalus (Boophilus) microplus: como controlá-los?

18 set 2013

Carrapato do boi Rhipicephalus (Boophilus) microplus: como controlá-los?

Atualmente o Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, com um rebanho estimado em 193,4 milhões de cabeças, capacidade de exportar 1,45 milhão de tonelada equivalente de carcaça e ocupando a sexta colocação no ranking mundial de produção de leite, produzindo 31,49 milhões de toneladas no ano de 2012 (ANUALPEC, 2013). Demonstra em números a importância do país no cenário da produção mundial de proteína de origem animal. Segundo Pires et al. (2010), com o crescente aumento no número de animais no rebanho brasileiro, é natural a coexistência de uma grande quantidade de parasitas acometendo o rebanho. Os carrapatos, moscas e larvas de moscas são considerados os principais ectoparasitos dos bovinos nos trópicos. Originário da Ásia, o carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus se destaca entre os causadores de prejuízos na bovinocultura, as perdas são decorrentes do hematofagismo (sugam sangue), transmissão de doenças, despesas com excesso de produtos e queda na produção pecuária. Grisi et al. (2002) estimaram o prejuízo nacional e chegaram a um valor que supera a casa dos US$ 2 bilhões/ano. Esta espécie apresenta, no seu ciclo biológico, duas fases: uma de vida parasitária, e outra de vida livre. A primeira, dura entre 18 a 22 dias e se caracteriza por apresentar evoluções morfológicas sobre o hospedeiro, passando pelos estádios de larvas, ninfas e adultos, e a segunda caracterizada pelos períodos de pré-postura, postura, eclosão e fortalecimento da cutícula das larvas. Em condições adequadas a fase de vida livre se completa em 35 dias e podem sobreviver por mais um período de 30 a 90 dias (PIRES et al., 2010). Devido à importância dos males causados pelo carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus entende-se a importância de um controle eficiente que seja capaz de solucionar os problemas e eliminar os prejuízos causados pelo mesmo. Para isso contamos com drogas de efeito carrapaticida, principal forma de combater a parasitose a partir de estratégias de tratamentos. Os mais utilizados são: tratamento curativo, controle estratégico e tratamento tático (PIRES et al., 2010). Tratamento curativo A administração de carrapaticidas é realizada somente quando se visualiza o carrapato sobre o animal, tendo o nível de infestação como parâmetro de indicação do tratamento. Uma prática com grande número de banhos carrapaticidas, sendo administrados indiscriminadamente, sem o conhecimento do ciclo e interação parasito-hospedeiro-ambiente, tornando o tratamento cada vez menos eficaz (PEREIRA et al., 2008). Controle estratégico Esta prática consiste na administração de produtos carrapaticidas a longo prazo em determinada época do ano, a partir do conhecimento biológico do carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus, de maneira que a população se mantenha em níveis economicamente aceitáveis durante os outros períodos do ano. Para obter resultados eficientes nesse método de tratamento, é necessária uma infraestrutura mínima que permita a administração correta e segura dos produtos carrapaticidas. A escolha do produto a ser utilizado é outro fator a ser levado em consideração, já que os parasitos tem a capacidade de desenvolver resistência contra os mesmos, o biocarrapaticidograma é um teste simples de se realizar e auxilia esta decisão (PEREIRA et al., 2008). As administrações devem ser inicializadas antes da época de maior infestação por carrapatos no ano, prosseguindo por mais 150 dias de tratamento (sudeste e centro-oeste normalmente em outubro até março) com intervalos entre aplicações de acordo com indicação do produto utilizado, respeitando a dose terapêutica para cada categoria animal (PEREIRA et al., 2008). A principal causa de insucesso deste tratamento é a interrupção das aplicações carrapaticidas quando não é possível visualizar carrapatos sobre os animais, onde equivocadamente o produtor entende que o parasito já está controlado em sua propriedade (PEREIRA et al., 2008). Tratamento tático Tratamento aplicado dentro de um controle estratégico com vigilância constante sobre o nível de infestação, sendo administrado quando necessário. Animais de compra a serem introduzidos na propriedade, devem ser tratados e acondicionados em quarentena com o intuito de impedir a introdução de carrapatos resistentes a algum carrapaticida no local (PEREIRA et al., 2008). Para solucionar os problemas causados pelo carrapato como perda de peso e queda na produtividade leiteira a Ourofino possui a linha completa de carrapaticidas, seja pour on ou pulverização com as mais novas e eficientes formulações do mercado. Proporcionando ao produtor as opções certeiras de combate as ectoparasitoses, a Ourofino apresenta o COLOSSO FC30, a mais nova opção para o controle do carrapato do boi Rhipicephalus (Boophilus) microplus, berne e mosca-dos-chifres, formulação inédita composta de Fenthion 15%, Cipermetrina 15% e Clorpirifós 30%, produto com ação rápida e duradoura contra os principais ectoparasitos.

Referências ANUALPEC, 2013. Anuário da Pecuária Brasileira. São Paulo: Informa Economics FNP, 2013. GRISI L., Massard C. L., Moya Borja G.E. & Pereira J.B. 2002. Impacto econômico das principais ectoparasitoses em bovinos no Brasil. A Hora Veterinária, v.21, n.125, p.8-10. PEREIRA, M. C.; LABRUNA, M. B. ; SZABO, M. P. J.; KLAFKE, G. M. Rhipicephalus (Boophilus) microplus. Biologia, controle e resistência. 1ed. São Paulo: MedVet Livros, 2008. v.1. 169p. PIRES, A. V. Bovinocultura de corte / Alexandre Vaz Pires. Piracicaba: FEALQ, 2010 v. II, (761-1510) p.   Por Leonardo Massolli Lemos e Marcel Kenzo V. Onizuka - Departamento Técnico Ourofino.

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