25 out 2010

O mito dos hormônios na produção avícola

Desde o início da produção intensiva das aves, os empresários e técnicos do setor têm convivido sob a suspeita na questão da presença de hormônios na carne de frango. Porém, a utilização de hormônios na alimentação e produção de aves é inviável e conforme Instrução Normativa nº 17, de 18 de junho de 2004 do MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento), no Brasil, o uso de qualquer substância com a finalidade de estimular o crescimento e eficiência alimentar, seja por qualquer meio, é proibido. Autores citam que se fossem administrados via ração, os hormônios seriam destruídos pelas enzimas do sistema digestivo, devido à sua composição protéica, e não teriam efeito sobre o desenvolvimento dos animais. Portanto, seria economicamente inviável usá-los nas dietas das aves, além de não terem efeito, trariam um custo agregado ao sistema de produção. Caso esses hormônios fossem administrados por via intravenosa, a suplementação precisaria ser diária, tornando o processo oneroso e causando um estresse nas aves. Cabe ressaltar que o Brasil aloja mensalmente aproximadamente 500 milhões de pintos de corte, tornando praticamente impossível a administração diária desses hormônios (custo, mão- de - obra, etc.). Deve-se destacar que o rápido crescimento desses animais está diretamente relacionado à competência e à intensa atividade de pesquisa nas áreas de genética, nutrição, sanidade e manejo de produção, e não à utilização de hormônios. Referências: BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa nº 17, de 18 junho de 2004. http://www.agricultura.gov.br/ Por Giovana Magenis - Departamento técnico de Aves e Suínos.

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