Mastite Bovina

04 jun 2012

Mastite Bovina

A mastite bovina caracteriza-se por um processo de inflamação da glândula mamária promovida por diferentes fatores, sendo as principais causadas por bactérias, cerca de 90%. Pode ser classificada de duas formas: - forma clínica: vários sinais estão presentes como secreção de leite com grumos (pus ou de aspecto aquoso), tetos e úbere com vermelhidão, duros, inchados, doloridos e quente. As vacas podem ainda apresentar febre, perda de apetite e chegar à morte em casos mais graves. - forma subclínica: a maioria dos sinais só são observados com o auxílio de meios diagnóstico. Entre as principais alterações destaca-se o aumento da contagem de células somáticas (CCS), o aumento dos teores de cloro e sódio, proteínas séricas e diminuição do percentual de caseína, gordura sólido total e lactose do leite. Neste caso, somente testes especiais como o CMT (California Mastitis Test) podem diagnosticar a doença. Este teste é feito em uma bandeja que contém quatro compartimentos. Em cada compartimento é colhido 2 mL de leite de cada teto e adicionado detergente na mesma quantidade. Depois são feitos movimentos circulares. Caso verifique-se a formação de um gel em algum compartimento, aquele teto é positivo para mastite subclínica. A mastite bovina é a doença de maior impacto para a bovinocultura no Brasil, o que reduz a produção e a qualidade de leite. Mudanças em sua composição reduzem sua qualidade. Na literatura há trabalhos que relatam o uso de alguns medicamentos, tais como: amoxicilina, enrofloxacina, gentamicina e cefapirina sódica utilizados durante o tratamento. Porém, o uso de antibióticos para tratar mastite é uma preocupação importante para a indústria e para a saúde pública, pois a presença de resíduo de antibiótico no leite interfere com o processo de manufaturação de muitos produtos lácteos (queijo e outros produtos fermentáveis). Sabores indesejáveis reduzem o valor dos produtos lácteos e a presença de antibióticos mesmo sendo de níveis baixos pode causar problemas de saúde nos consumidores. Alguns cuidados podem ser feitos para evitar a doença. Estes cuidados incluem: - antes da ordenha de cada vaca os tetos devem ser lavados utilizando solução desinfetante, e logo depois secos com papel toalha. - depois da ordenha de cada vaca, deve ser feita a desinfecção de cada teto com uma solução desinfetante. Desta forma, o uso adequado do método de manejo na ordenha, a instalação correta, manutenção e funcionamento periodicamente dos equipamentos de ordenha; higienização de equipamentos e do úbere do animal; boa nutrição para manter a habilidade da vaca de lutar contra as infecções; alimentar os animais imediatamente após a ordenha para que elas permaneçam em pé por pelo menos uma hora antes de deitar (para evitar que microorganismos do ambiente entrem pelos orifícios dos tetos); descarte de vacas com infecção crônica; manutenção de um ambiente apropriado para bovinocultura leiteira e revisões periódicas do programa de manejo e saúde do úbere. Estes cuidados têm o objetivo de reduzir o nível de infecção do rebanho, visto que a mastite é motivo de atenção e preocupação dos criadores e veterinários porque pode causar problemas a saúde humana, tanto pela presença de patógenos transmissíveis, ou por resíduos de drogas administradas com intuito de tratá-la. Por isso, devem-se dominar os conhecimentos relacionados às mastites, com o intuito de evitar perdas econômicas e preservar a qualidade leite.   REFERÊNCIAS TOZZETTI, D. S.; BATAIER, M. B. N.; ALMEIDA, L. R. de. Prevenção, controle e tratamento das mastites bovinas – Revisão de Literatura. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, Ano VI, n.10, 2008. MASTITE BOVINA. Universidade Estadual de Santa Catarina.Disponível em: <www.uesc.br/nucleos/uescrural/producao_tecnica/mastite_bovina.rtf>. Acesso em: 18 abr. 2012. LANGONI, H.; ARAÚJO, W. N.; DA SILVA, A. V.; DE SOUZA, L. C. Tratamento da mastite bovina com amoxicilina e enrofloxacina bem como com a sua associação. Arq. Inst. Biol., v.67, n.2, p.177-180, 2000.   Por Patrícia Roberta Dametto, Pós-Doutoranda Faculdade de Ciências Farmacêuticas Ribeirão Preto Universidade de São Paulo - USP

Tags