13 fev 2013

Manejo e cuidados com o potro

O nascimento de um potro saudável é um momento único e especial, que reflete os cuidados tomados desde a vida intrauterina. É de fundamental importância que a fêmea gestante seja vacinada para que o colostro, primeiro leite produzido em cada lactação, obtenha quantidade suficiente de imunoglobulinas, as quais conferem proteção ao animal. O colostro ainda contém eletrólitos, proteínas, gorduras e carboidratos e deve ser ingerido nas primeiras 24h de vida. As éguas devem também submeter-se ao mesmo programa de controle de parasitas internos adotado para os animais adultos, lembrando que todos os produtos da linha Ourofino Equinos podem ser utilizados em fêmeas gestantes. A ruptura do cordão umbilical, responsável pela ligação entre a placenta materna e o organismo fetal, deve ser realizada ao menos cinco minutos após o nascimento, possibilitando desta forma que todo o sangue contido na placenta seja transferido para o neonato. Esta ruptura pode ser feita por uma leve tração manual, evitando-se o uso de tesouras. A desinfecção e limpeza do cordão umbilical deve ser realizada após sua ruptura. Para este procedimento utiliza-se um pequeno frasco contendo solução de clorexidine a 0,5%, ou iodo 5 a 10%, duas vezes ao dia, até a queda do cordão e completa cicatrização da pele. É necessário estar atento para o engrossamento deste cordão, o qual é um sinal de processo inflamatório local.

O momento do parto. Ao nascer o potro está muitas vezes envolto pela membrana amniótica, que se rompe normalmente. (foto: Prof. José Corrêa de Lacerda Neto – Unesp Jaboticabal)

Em alguns casos os potros são impedidos de mamar devido à rejeição da fêmea ou até mesmo em casos de mastites ou morte da égua durante o parto. Neste caso é importante avaliar se o animal mamou o colostro, sendo indicado manter na propriedade um banco de colostro a partir de pequenas quantidades de colostro de éguas que parirem ao longo do ano. A amostra deve ser congelada em frasco de vidro e armazenada por até dezoito meses. O descongelamento do colostro deve ser feito em banho-maria.  Substitutos de leite para potros devem conter 18% a 22% de proteína bruta, 10 a 11% de sólidos totais e 12 a 16% de gordura bruta. O leite de cabra é mais digestível que o leite de vaca, e também constitui excelente substituto para o leite equino. O manejo sanitário de potros se inicia aos 30 dias com a primeira vermifugação. Para esta fase da vida do animal utilize produtos à base de ivermectina, abamectina e praziquantel. Somente após seis meses de idade os potros podem ser vermifugados com moxidectina. A vacinação se inicia aos 4 meses de idade, seguida pelo desmame, que deve ser feito entre o 5º e 8º mês de vida, quando ocorre a maturação do sistema digestivo. Para o desenvolvimento saudável do sistema músculo esquelético os potros devem ser deixados em liberdade na maior parte do tempo. Para a manutenção e auxílio no crescimento de potros a Ourofino conta com o Suplemento Superforte Equinos, que contém complexo de Vitamina B e C, energia, minerais e aminoácidos como a Lisina que favorece o crescimento de animais jovens auxiliando no desenvolvimento muscular. Para elevar as taxas de glóbulos vermelhos do sangue e auxiliar na recuperação de anemias, como no caso de babesioses e verminoses, a Ourofino oferece ao mercado o produto Metacell, que auxilia o criador nos principais cuidados com o potro. É importante lembrar que o comportamento social do potro também deve ser estimulado. Uma prática comum, que traz resultados satisfatórios, consiste em agregar animais mais velhos em lotes de potros. Desta forma, o animal mais velho serve de exemplo para o mais novo.

O Superforte Equinos contém Lisina, aminoácido que auxilia no crescimento de animais jovens

 

O Metacell contém elementos que auxiliam na formação dos glóbulos vermelhos do sangue

 

 

 

 

 

  Referências Bibliográficas

MARTINS, C. B.; SILVA, M. A. G.; DUARTE, C. A.; ALBERNAZ, R. M.; LACERDA NETO, J. C.; MACHADO, R. Z. Detecção de anticorpos anti-rhodococcus equi em éguas vacinadas e potros pelo ensaio imunoenzimático direto. Ciência Animal Brasileira, v.1, p. 194-200, 2010.

RIZZONI, L.B.; MIYAUCHI, T. A. Principais doenças dos neonatos equinos. Acta Veterinária Brasilica, v. 6, n. 1, p.9-16, 2012.

SMITH, B. P. Medicina Interna de Grandes Animais. São Paulo: Manole, 2002, 1728p.   

 

Raquel Albernaz

Especialista Técnica Linha Equinos Ourofino

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