31 out 2011

Cuidados no Confinamento Bovino

O calor das negociações, a rotina de entrada e saída de animais e todo o manejo nutricional imprimem um ritmo de trabalho aos confinamentos que muitas vezes deixa os cuidados sanitários em último plano. Entretanto, o transporte, a mudança no sistema de criação e a aglomeração dos animais podem desencadear sérios problemas sanitários ao rebanho, que se não tratados a tempo podem causar grandes prejuízos ao pecuarista. Dentre os principais problemas sanitários destacam-se as enfermidades nutricionais, como acidose ruminal e poliencefalomalácea; as de origem infecciosa, sendo as pneumonias de grande destaque; ambiental, como refugo de cocho; e demais causas e fatores, pododermatites e dermatites. Para se minimizar ou até evitar que as doenças comuns ao sistema de criação causem prejuízos ainda maiores, a organização e capacitação das equipes de trabalho dos confinamentos são de importância crucial. Os profissionais devem estar aptos a identificar, isolar e tratar corretamente e com agilidade todos os animais suspeitos de iniciarem os processos infecciosos. A adoção de produtos de excelência e que permitam um custo x benefício adequado são fatores de igual importância para o sucesso dos tratamentos. O transporte dos animais é muitas vezes negligenciado, mas o produtor deve estar atendo à distância e ao tempo de transporte; uma vez que quanto maior for a distância e o tempo, maior é a probabilidade de surgirem problemas respiratórios. Na chegada dos animais ao confinamento o produtor tem a oportunidade do preparo adequado dos mesmos, para garantir a sanidade do rebanho e assegurar a lucratividade da atividade. À chegada é possível a identificação e apartação dos animais debilitados, de modo a impedir a disseminação das enfermidades no rebanho ou lote. Ainda no manejo de entrada dos animais ao confinamento, recomenda-se a prevenção das clostridioses com a utilização da vacina Ourovac®Clostridium e das verminoses, em especial a cisticercose com Ricobendazole® 10. No inverno, em que a umidade cai consideravelmente e permite a formação de poeira, associado às inversões térmicas constantes e oscilações acentuadas de temperatura entre o dia e a noite, é muito comum o surgimento de animais com “pneumonias”. Outro fator importante observado é a associação do quadro respiratório secundário aos surtos digestivos, ou seja, bois que apresentem quadros de acidose ruminal têm grandes chances de serem atingidos pela pneumonia, já que a resistência animal contra agentes infecciosos está baixa. Independente da origem das pneumonias, elas devem ser identificadas e tratadas o mais rápido possível, com produtos que garantam alta eficácia e segurança, no caso com o Norflomax®. Como todo quadro infeccioso apresenta inflamação local, é sempre recomendável a associação do Norflomax® a um potente anti-inflamatório, o Cortiflan®, que é um produto à base de dexametasona, lançada em 2010 pela Ourofino, que só tem a somar para o sucesso no tratamento. Vale ressaltar que a perda produtiva com problemas respiratórios subclínicos em bovinos confinados gira em torno de 50 a 200 gramas/dia para cada boi doente, ou seja, de 4,5 a 18 Kg por um período de 90 dias de engorda no cocho. Já quando os problemas se tornam clínicos a doença pode evoluir até a morte dos animais. Quando o confinamento é anual, alguns problemas surgem em decorrência da sazonalidade das chuvas, em que a formação de lama pode prejudicar o ganho de peso e aumentar a ocorrência de doenças de cascos (pododermatites). Assim, quando os primeiros sinais de problemas podais (frieiras ou podridão de casco) começam a surgir, o tratamento deve ser feito de imediato; pois além da perda produtiva, pode haver disseminação e contaminação no piquete para outros animais. Nos problemas de cascos, a dificuldade de locomoção (por exemplo, animal mancando ou não apoiando o membro afetado no chão), devido à dor no local da infecção é necessária a utilização do uso de antibiótico associado a um potente antinflamatório, sendo o Ourotetra Plus LA o tratamento de eleição, pois já contém esta associação (antibiótico + anti-inflamatório) e confere uma ação rápida e duradoura. O Ourotetra Plus LA é o único no mercado que pode ser aplicado pela via intravenosa, conferindo mais vantagens no tratamento de bois confinados, onde são exigidos rapidez, eficiência, praticidade e baixo custo. Em alguns casos os problemas sanitários podem ser de origem neurológica, como poliencefalomalácea, no qual o bovino doente apresenta andar cambaleante e na maioria das vezes, comprimem a cabeça nos mourões de cerca. O fato de comprimir a cabeça é uma tentativa desesperada de aliviar a pressão da cabeça, ou seja, o tratamento também deve ser realizado com um produto de ação imediata e que confira efeito benéfico ao cérebro do animal. O Cortiflan® é um produto altamente eficaz e seguro, devido a sua composição na forma fosfatada de dexametasona é extremamente vantajoso ao pecuarista, uma vez que apresenta o melhor custo/benefício por frasco. Entretanto, o uso de neuroprotetores, à base de vitamina B1 deve ser associado ao tratamento. Com isso, garante-se a satisfação do proprietário, além da rápida recuperação dos animais. Nas desordens digestivas, como na acidose ruminal, o animal perde grandes quantidades de líquidos, por apresentar quadro de diarreia intensa. Além do tratamento digestivo, a reposição de fluidos deverá ser feita. Fortemil® hidrata e repõe minerais e vitaminas perdidas pelas fezes. Os carrapatos não representam um importante desafio sanitário nos confinamentos, animais que eventualmente cheguem “carrapateados”, em poucos dias estes parasitos caem no chão e devido às características do ambiente, não fecham seu ciclo de vida. No entanto, as moscas podem em alguns casos se multiplicar e com isso provocar altas infestações prejudicando o desempenho dos animais, mas quando há o histórico de sua ocorrência, é possível a adoção de medidas preventivas bastante eficazes, por meio da administração do Colosso Pour On no manejo de entrada dos animais. Outra alternativa também eficaz, são os brincos mosquicidas, como o Na MOSCA®, que confere eficácia por até cinco meses contra a mosca os chifres, porém; devido ao tempo de permanência dos animais no confinamento, o produtor deve avaliar a relação custo/benefício do método, frente à redução e facilidade de manejo. Lembramos que todos os custos sanitários devem ser previstos para o cálculo final do custo da arroba do animal, o que permitirá ao produtor o cálculo preciso da sua lucratividade com a atividade. A adoção do manejo correto, com a capacitação da mão de obra e um planejamento nutricional e sanitário adequados são pilares cruciais para o sucesso da atividade. Por Daniela Miyasaka S. Cassol e Thales dos Anjos F. Vechiato, Departamento Técnico Ourofino.  

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