Cuidados básicos em procedimentos cirúrgicos de bovinos

27 jun 2016

Cuidados básicos em procedimentos cirúrgicos de bovinos

Diversas são as abordagens cirúrgicas em bovinos, podendo ocorrer desde os mais simples procedimentos como suturas de pele (acidentes com cortes), castração, laparotomias, ruminotomias, descornas, preparo de rufiões, amputação de falange e até mesmo procedimentos mais delicados como cesarianas e herniorrafias. De fato os procedimentos serão bem sucedidos e com prognóstico favorável quando algumas regras básicas forem seguidas com cuidado, principalmente devido aos riscos de procedimentos realizados a campo. A segurança advinda de uma contenção adequada, a higiene, a utilização de instrumentos cirúrgicos e luvas estéreis, paramentação, o preparo de um amplo campo operatório e a antissepsia cuidadosa do local que receberá a intervenção cirúrgica são os maiores aliados do médico veterinário para o prognóstico favorável até a completa recuperação do animal (KNECHT et. al., 1985). De fato, mesmo respeitando todos os cuidados necessários, as cirurgias a campo tendem ao grande risco de contaminação e consequentemente às infecções (TAVARES, 1993). 

Herniorrafia
Herniorrafia

Submeter os animais ao jejum antes do procedimento é fundamental e irá depender do tempo de cirurgia, do regime alimentar anterior, da postura do animal durante o procedimento, do tipo de contenção química que será adotada (miorrelaxantes) e do anestésico, sendo esta uma importante decisão que cabe ao cirurgião com experiência determinar (GALERA, 2005). A grande maioria dos procedimentos cirúrgicos pode ser acompanhada de fluidoterapia com Fortemil e Cálcio Reforçado Ourofino que contribuem para uma rápida recuperação do animal. A reposição hidroeletrolítica com Fortemil evita a desidratação, contribui para a manutenção da volemia e do metabolismo energético, o Cálcio Reforçado Ourofino, impede a paralização do sistema digestório dos ruminantes, prevenindo o meteorismo, e permite ao sistema músculo esquelético uma rápida recuperação do tônus no pós-operatório. Nunca se deve negligenciar o jejum em procedimentos cirúrgicos.

Procedimentos cirúrgicos contaminados e laboriosos onde houve muita manipulação tendem a um maior risco para o desenvolvimento de gangrena gasosa e por isso recomendamos a vacinação do animal com Ourovac Poli BT, se possível, sete dias antes da realização do procedimento nos casos eletivos, por isso é importante que o rebanho esteja sempre com a vacinação anual atualizada, reduzindo os riscos nos procedimentos emergenciais.


Descorna Cirúrgica

A antibióticoterapia no pos-operatório é quase uma regra nas cirurgias realizadas a campo, os riscos de contaminação da ferida cirúrgica durante ou depois do procedimento são maiores, por isso é importante a profilaxia. O antibiótico de escolha deve apresentar amplo espectro de ação, longa ação e facilidade de aplicação. O Penfort PPU é frequentemente utilizado e o seu uso consagrado a campo. Recentemente os antibióticos Resolutor® e Lactofur vêm apresentando excelentes resultados e driblam a resistência bacteriana com grande eficácia. Para o controle da dor e inflamação a Ourofino apresenta as seguintes soluções para a rotina, Diclofenaco 50 e Cortiflan, no caso de procedimentos mais delicados podemos utilizar Maxicam 2% e Desflan.

 

 

Referências:

GALERA, P.D. Apostila de técnica cirúrgica. UNB – Universidade de Brasília. Faculdade de Agronomia E Medicina Veterinária de Brasília Agosto/ 2005.

KNECHT, C.D. et al. Técnicas fundamentais em cirurgia veterinária. São Paulo : Roca, 1985. 308p.

TAVARES, W. Manual de antibióticos e quimioterápicos antiinfecciosos. Rio de Janeiro : Atheneu, 1993. 770p.    

 

Ingo Mello

Médico Veterinário Ourofino Saúde Animal

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